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SEGUINDO DE ROLÊ EM ROLÊ


O Brasil é um país de muitas peculiaridades. Mas nunca foi um território voltado para desunir as pessoas, provocar luta de raças, de classes e muito menos de estimular o ódio entre seus semelhantes.

Ao contrário. Nosso grande país sempre abrigou e ainda abriga ondas enormes de imigração e migração, onde todos sempre se deram bem, respeitados e considerados os limites normais da intolerância humana, aqui sempre presente em grau mínimo. Busca-se, na atualidade, elevar esse grau para o nível máximo.

Seria mentira ou demagogia dizer que em nosso país não houve nem há preconceito racial, étnico, religioso, moral e até esportivo, para citar alguns.

Houve e há. Em um nível mais acentuado aqui, em quase nada ali, mas se faz presente como estará onde houver o ser humano. Jamais, todavia, isso foi usado com instrumento de política ideológica, partidária, até mesmo como forma de política de governo.

Uma das mais lamentáveis contribuições negativas da era do PT é a acintosa colaboração com interesses ideológicos e partidários, de criação da segregação nacional em nome de sua manutenção no poder.

A manipulação que faz parte do jeito de ser e de fazer política do grupo no poder não tem limites nem pruridos do quanto pode prejudicar o País. Parece, isto sim, e é proposital para se beneficiar da divisão, do possível ódio entre classe, raças, para aparecer como grande defensor dos "fracos e oprimidos", seja quem for, e disso se beneficiar eleitoralmente.

Pode chegar a ser indecente. Mas não direi isso por achar que é muito forte. Nem diante de tantas evidências do mal moral e até material que essa era fez ao Brasil, quero crer que seja algo tão maligno assim.

A cada dia, a cada episódio de caráter normal numa nação de nossa grandeza territorial e populacional, com sua gente ainda não educada, não politizada, e pior, ainda sem capacidade de discernimento, amplia-se sem pudor o caráter do contraditório que possa haver para transformar num processo de ideologização situações que seriam normais e naturais.

As declarações de próceres da República (num governo absolutamente antirrepublicano) são desprovidas do mínimo bom senso e responsabilidade quando se trata de estimular a luta de classes e as étnicas que possam lhes dar demagógico proveito eleitoral, ao se mostrarem "populares", anti-burgueses, ou qualquer bobagem que caiba em suas mentes pequenas diante do desafio de governar um país inteiro e não só para os que neles votam.

Essa questão dos rolês em shoppings não seria nada além do desejo consumista de jovens da periferia – e poderia e pode ser tratado como questão social de algum interesse, sem a proporção que tomou. E tomou porque os membros do governo federal, a serviço da ideologia e manutenção no poder e não do País, viram aí, como veem em tudo, nova oportunidade de provocar choque de classes e faturar politicamente com isso.

A mídia em geral está também comprometida até o pescoço com a distorção de encaminhamento da vida nacional. Promove o errado, estimula o incorreto e, ao contrário do que diz, não busca os interesses nacionais maiores, mas sua própria promoção e faturamento, igualmente sem pudores e limites éticos. Mesmo que no discurso seja veemente nessa "defesa" dos interesse nacionais.

Pretendo reproduzir aqui, em breve, algumas considerações que o delegado federal Romeu Tuma Junior faz em seu livro "Assassinato de Reputações”, sobre atitudes tomadas pela mídia.

Aliás, estou terminando de ler esse livro, estarrecido com o que leio lá. E estranho o silêncio pátrio diante da gravidade das coisas que ele revela dos bastidores do governo Lula e prosseguem no atual. Suspeito também.

E assim, de rolezinho em rolezinho, caminhamos para sermos um país dividido.

Mas, pela perspectiva histórica, pela reação da camada pensante da população, que cresce em indignação a cada dia, eles não vão conseguir. O Brasil saberá ser maior do que um grupo de domínio de poder, para seguir livre, plural, grandioso e igual para todos, sem cotas, segregações e divisões internas.

Fim


Fonte: http://www.dcomercio.com.br/2014/01/26/seguindo-de-role-em-role, Paulo Saab, com modificações nossas para fins didáticos

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Redação dissertativa N/S-1080: Tema: governo brasileiro.Tópicos: redação dissertativa pronta sobre preconceito étnico, luta de raças, redação dissertativa, imigração, migração, como fazer uma redação boa, emigração, intolerância humana, temas para redação do enem, demagogia, política ideológica, redação pronta sobre rolezinho, política partidária, preconceito religioso, redação pronta sobre o futuro do brasil, manipulação, nação brasileira, redação pronta sobre preconceito racial, capacidade de discernimento, luta de classes, redação pronta sobre desejo consumista, proveito eleitoral, rolês em shoppings, redação pronta sobre jovens da periferia, choque de classes, vida nacional, redação pronta sobre interesses nacionais, segregação social.

Qualquer texto, publicado nesta seção, visa a, tão-somente, servir de modelo de redação dissertativa para alunos, pessoas que se preparam a um vestibular ou concurso, ou mesmo para aquelas cujo objetivo é o seu deleite e aprendizagem da arte de redigir. Portanto, os temas não se evidenciam pela cronologia, mas sim como paradigmas de exposição de ideias e opiniões. Assim, uma redação dissertativa, que se refere a um assunto desatualizado, pode ser um excelente exemplo para se redigir sobre o respectivo tema mesmo em outra época.